Não desista enquanto você ainda for capaz de fazer um esforço a mais. É nesse algo a mais que está a sua vitória.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O rei do baião

                                                          

LUIS GONZAGA_ Luis Gonzaga do Nascimento 13-12-1912 (Exu Pernambuco) 1-8-1989 (Recife, Pernambuco). Filho de um músico sanfoneiro (Januário), tocou sanfona desde criança e ingressou no exército em 1930, viajando com as tropas pelo Brasil. Em 1939, estando no Rio de Janeiro pediu dispensa da corporaç!ão para tornar-se músico em casas de baile e cabarés, chegando a tocar nas ruas para ganhar o sustento. Em 1941 apresentou-se com sucesso no programa de calouros de Ary Barroso na Rádio Nacional apresentando a toada Vira e mexe. Passou a acompanhar cantores, fez gravações como instrumentista, trabalhou em várias rádios apresentando músicas com ritmos regionais, principalmente do nordeste. A partir de 1945 passa a grava também cantando, obtendo o primeiro sucesso com Dezessete e setecentos (com Miguel Lima) e fixou uma parceria com o jornalista cearense Humberto Teixeira, com quem passou a compor peças de temática nordestina, estabelecendo o ritmo do baião. São produtos dessa parceria as obras Baião (1946), Asa Branca (1947), Juazeiro (1948), Paraíba (1950), Assum Preto (uma transposição de Asa Branca para modo menor) e Respeita Januário (1950). Passou a ter como parceiro Zé Dantas, destacando-se as obras Cintura Fina (1950), ABC do Sertão (1950), Vozes da Seca (1950). Passou a ser denominado o "Rei do Baião". Pai do compositor Gonzaguinha, passou a ser chamado de Gonzagão a partir da década de 80.




 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ricardo Brennand

                                          

 

História

O instituto foi fundado por Ricardo Brennand, empresário e colecionador pernambucano de ascendência inglesa, nascido em Cabo de Santo Agostinho em 1927. Brennand obteve destaque na indústria canavieira da região Nordeste, atuando também nos segmentos de produção de cimento, azulejo, vidro, porcelana e aço. Na década de 1940, começou a colecionar armaria, sobretudo armas brancas, consolidando nas décadas seguintes o que viria a ser um dos maiores acervos privados dessa tipologia no mundo.
Na década de 1990, Brennand decidiu investir o capital resultante da venda de parte de suas fábricas na criação de uma fundação cultural voltada à preservação e exposição de seu acervo. Ainda antes da inauguração do instituto, começou a adquirir obras de arte e objetos relacionados à história do Brasil, sobretudo aos anos de ocupação holandesa da região Nordeste. Em poucos anos, Brennand amealhou um vasto conjunto de pinturas de Frans Post, além de paisagens e retratos seiscentistas, mapas, tapeçarias, moedas, documentos, livros raros e outros objetos referentes a essa temática.

O Instituto Ricardo Brennand foi inaugurado em setembro de 2002, com a exposição itinerante Albert Eckhout volta ao Brasil (também montada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Conjunto Cultural da Caixa de Brasília e no Paço Imperial do Rio de Janeiro), que apresentou pela primeira vez ao público brasileiro o conjunto completo das pinturas de Eckhout pertencentes ao Museu Nacional da Dinamarca. No ano seguinte, o instituto inaugurou a exposição permanente Frans Post e o Brasil holandês na Coleção do Instituto Ricardo Brennand, com a presença da rainha Beatriz dos Países Baixos, do príncipe Guilherme Alexandre e da princesa Máxima Zorreguieta.
Além das exposições permanentes e temporárias, o instituto oferece visitas guiadas, cursos de história da arte, programa educativo voltado aos alunos dos sistemas público e privado de ensino de Pernambuco, programas de arte-educação para professores e atividades culturais em geral.


Acervo

O acervo do Instituto Ricardo Brenand é composto pelos núcleos de armaria, artes decorativas, tapeçaria, esculturas, mobiliário e artes visuais, abrangendo o período que vai da Baixa Idade Média ao século XX, com milhares de objetos procedentes da Europa, Ásia, América e África.

Armaria


Tito Lessi - Comércio de Armaduras, século XIX. Acervo do Instituto Ricardo Brennand.
As peças são classificadas em segmentos específicos: armas de caça, guerra (defensivas e ofensivas), proteção pessoal e exibição. Um dos destaques do acervo é o conjunto de 27 armaduras completas (i.e., incluindo escudos, elmos, manoplas, guantes e cotas de malha), produzidas entre os séculos XIV e XVII, além das armaduras para cavalos e cães.
A coleção de armas brancas inclui punhais, estiletes, espadas, bestas, clavas, maças, alabardas, facas e canivetes de origens e formatos variados, abrangendo o período que vai do século XV aos dias de hoje, incluindo-se exemplares decorados com gemas, marfim, chifres, madrepérola, aço e metais.


          Vejam algumas fotos do castelo...   Que lindooooo!!!